Prontuário

Como escrever a evolução de fisioterapia: o que anotar, em quanto tempo e o que evitar

A evolução é a parte do prontuário que mais se repete e a que mais se escreve mal. Aqui vai um jeito de organizá-la em poucos minutos por sessão, com exemplo, sem inventar regra que a norma não tem.

📅 Atualizado em outubro de 2026 ⏱ 9 min de leitura ✍ Equipe Fisioly

Resposta rápida: A evolução de fisioterapia precisa ter um modelo específico? Não. A Resolução COFFITO 414/2012 inclui a evolução no conteúdo mínimo do prontuário, mas não define um formato. O importante é registrar o que foi feito, como o paciente respondeu e a conduta, com data e identificação de quem atendeu.

Para que serve uma evolução

A avaliação conta de onde o paciente partiu. A evolução conta o caminho. É nela que fica registrado o que foi feito em cada atendimento, como o paciente respondeu e o que muda no plano. Sem ela, o prontuário vira uma foto do primeiro dia.

A Resolução COFFITO 414/2012 inclui a evolução entre o conteúdo mínimo do prontuário, ao lado de identificação, histórico, exame físico, exames complementares, diagnóstico, prognóstico, plano terapêutico e identificação do profissional. O que a norma não faz é prescrever um formato. Não existe "o modelo oficial de evolução".

O que anotar em cada sessão

Uma lista curta, que você ajusta à sua especialidade:

Um exemplo curto

Sessão 6. Refere dor lombar 3/10 (antes 5/10 na sessão 4). Sem dor irradiada. Realizado mobilização lombar, exercício de estabilização em quatro apoios (3 x 12) e alongamento posterior de cadeia. Tolerou bem, sem queixa ao final. Evolução favorável à sessão anterior. Próxima: progredir carga do exercício e reavaliar ADM de flexão na sessão 8.

Repare nas frases curtas, no dado comparável (a EVA) e na conduta para a próxima. Isso é o que torna a evolução útil para você mesmo daqui a dois meses.

A evolução muda conforme o momento do tratamento

A mesma estrutura serve ao longo do tratamento, mas o peso de cada item muda:

Falta, remarcação e intercorrência: o que entra no prontuário

Falta e remarcação são assunto de agenda, não de evolução. Mas existem duas situações em que vale registrar no prontuário: quando a ausência tem relação com o quadro clínico (o paciente não veio porque piorou, por exemplo) e quando houve intercorrência durante o atendimento (tontura, queda de pressão, dor aguda após uma técnica).

Nesses casos, escreva o que aconteceu, o que você fez na hora e a orientação dada. Parece detalhe, e costuma ser o detalhe que se procura quando alguém pergunta o que ocorreu naquele dia.

Os erros que mais aparecem

Mais exemplos de falhas e como evitar estão em erros no prontuário de fisioterapia.

Como o Fisioly organiza a evolução

A evolução do Fisioly tem campos para diagnóstico, objetivos, observações, data, EVA e procedimentos, e pode ser ligada a uma sessão da agenda. Os procedimentos são marcados em caixinhas, o que poupa digitação, e documentos podem ser anexados.

O sistema não preenche o texto, não sugere conduta e não impõe um padrão como o SOAP. Se você trabalha com SOAP, pode escrever a evolução nesse formato nas observações. O ganho do sistema é a estrutura e o histórico em ordem, não a redação.

Se a sessão passou sem registro, o painel avisa quando há evolução em aberto há mais de sete dias, para você não descobrir o buraco meses depois.

Quanto tempo guardar as evoluções

A norma do COFFITO fala em no mínimo cinco anos a contar do último registro. A Lei 13.787/2018 prevê vinte anos para a eliminação. O assunto tem um artigo próprio: COFFITO 414, Lei 13.787 e LGPD.

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Perguntas frequentes

A evolução de fisioterapia precisa ter um modelo específico?

Não. A Resolução COFFITO 414/2012 inclui a evolução no conteúdo mínimo do prontuário, mas não define um formato. O importante é registrar o que foi feito, como o paciente respondeu e a conduta, com data e identificação de quem atendeu.

Posso copiar a evolução da sessão anterior?

Não é recomendável. Um texto idêntico em todas as sessões não demonstra a avaliação do dia e perde valor como registro. Copie só o que realmente não mudou e atualize dor, resposta e conduta.

Quanto tempo devo guardar as evoluções?

A Resolução COFFITO 414/2012 fixa no mínimo cinco anos a partir do último registro, e a Lei 13.787/2018 prevê 20 anos para eliminar prontuários. Confirme com o seu CREFITO qual prazo adotar.

O Fisioly escreve a evolução por mim?

Não. O sistema oferece os campos (diagnóstico, objetivos, observações, EVA, procedimentos) e organiza o histórico, mas o texto e a conduta são do fisioterapeuta.

Fontes e referências

  1. Resolução COFFITO nº 414/2012: registro em prontuário pelo fisioterapeutaArt. 1º, §1º: evolução no conteúdo mínimo; art. 6º: guarda de cinco anos.
  2. Lei nº 13.787/2018: digitalização e sistemas informatizados para prontuárioPrazo mínimo de 20 anos para eliminação.
  3. Lei nº 13.709/2018 (LGPD), texto compiladoArt. 11: dado de saúde como dado sensível.
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